terça-feira, 16 de maio de 2017

Exibição de Escravos em Caldas da Rainha


No Oeste Lusitano os animais estão ao nível de objectos.

Desde o seu nascimento à apresentação na feira, o cavalo vê-se numa indústria que lhe rouba a liberdade, que o trata como seu escravo.
É utilizado nos vários desportos equestres, nos quais é forçado a cooperar com humanos que determinam como ele deve saltar, correr ou se comportar, para deleite dos que tiram prazer da Exploração Animal.

O mito de que o cavalo é forte e preparado para ser montado, puxado aos limites da sua força muscular, é desmascarado com os relatórios de problemas de ossos, musculares e neurológicos dos cavalos de desporto.

“É através da dor que o homem força um equino a levá-lo sobre as costas.”
  - Alexandre Nevzorov, fundador da escola de equitação Nevzorov Haute Ecole

Não esquecer o touro, também escravo, colocado numa arena, torturado e obrigado a investir na direcção do cavalo inocente com o qual nunca teria conflitos num ambiente selvagem.


O que apoia a nossa Câmara ao financiar a Feira do Cavalo?
Maus tratos a animais!

quinta-feira, 20 de abril de 2017


OS ANIMAIS TAMBÉM SENTEM!
É repetida várias vezes por representantes das corporações, estado e ambientalistas em Portugal que a fase de prospeção de gás e petróleo é quase inofensiva no que diz respeito ao impacto ambiental. Podendo mesmo afirmar-se quase nula”. A CREA apoia a luta contra a exploração de gás e petróleo em Portugal e no mundo e une-se à mesma alertando para os animais que sofrem em todo o processo da indústria petrolífera. A luta ambientalista não está separada da luta de libertação animal humana e não humana.  


Os animais sempre serviram de indicadores de problemas ambientais e sociais para a sociedade humana. Desde o canário nas minas de carvão, que enquanto cantava tudo estava bem, e quando se deixava de ouvir a mina era evacuada porque ele tinha morrido intoxicado com gás metano ou monóxido de carbono, até ao animal de criação que morre ao beber água contaminada, alertando o produtor para a qualidade da mesma. Temos exemplos como o caso de “criadores” de gado nos EUA que viram o seu gado morrer, ou nascer com defeitos, aos que dão sinal de tempestade, incêndio ou terramoto.

Um pequeno peixe elétrico, provou num estudo para doutoramento realizado no Laboratório de Fisiologia Comportamental e Evolução do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazónia ser um ótimo biomonitor de derrames derivados de petróleo na água. “É só um peixe! Para nossa segurança!”

A saúde e os habitats dos animais são afetados pela indústria petrolífera, tanto por perda de habitat para qualquer das infraestruturas de apoio desenvolvidas ou em desenvolvimento pelo mundo, ou através das alterações climáticas, derrames e transporte. O envenenamento das águas e fontes de alimento (terra) e do ar no local das imediações ou longe das mesmas levou à queda e mesmo extinção de espécies em redor e muito longe dos oleodutos, plataformas e outras infraestruturas.

Muitos animais- incluindo espécies em extinção e ameaçadas nos EUA como o castor, o lobo cinzento, a raposa, bisontes, animais aquáticos, entre muitos outros- que vivem no mundo selvagem do Norte a Sul de Dakota, a região onde se quer construir um massivo oleoduto, The Dakota Access Pipeline (DAPL), estão em perigo como a modo de vida da população humana local.

“Existem várias preocupações da Sioux Tribe com a contaminação da água”- Sarah Hanneken, Animal legal Defense Fund.

Em 2010 o número oficial de animais mortos no derrame BP Oil Spill foi 4.768. Cerca de 4.080 pássaros e 525 tartarugas. Não fala de peixes, e o número actual é certamente superior, com consequências num futuro longo.


Preocupações com o impacto das formas de perfuração para gás e petróleo.





Seisimic Surveis/varrimentos sonoros

Para encontrar potenciais reservas de petróleo, investigadores enviam ondas sísmicas pelo chão. As ondas de som ecoam de volta revelando a topografia enterrada, revelando uma possível reserva, mas desorientam as baleias e outros mamíferos marinhos, levando a encalhamentos massivos nas praias. As experiências das corporações para estudar os impactos das  ondas sísmicas na vida selvagem são realizadas em laboratório e com animais enjaulados, o que levanta mais uma vez a questão da viabilidade da vivisseção, com a pergunta:

Os animais testados tentariam fugir e evitar os danos na audição se pudessem?”- Robert McCauly e colegas no The Journal of the Acoustical Society of America.

Em 2008 a ExxonMobil suspendeu uma exploração perto de Madagáscar porque mais de uma centena de baleias encalharam numa praia.

“No final, os testes sísmicos só ajudam os geologistas a realizar um cálculo educado” -Diz Eric Potter ,  de Boreau of Economic Geology, na Universidade do Texas, Austin.

Questões em terra!

Grandes infraestruturas como estradas, pistas de aterragem de aviões, oficinas, casas e complexos industriais são necessárias e vão perturbar a vida selvagem.

Com os avanços da indústria petrolífera em novos mundos, como as regiões árticas, onde os Ursos Polares, Caribus e outros animais passam a caminho do seu território para dar à luz, a fase mais vulnerável de uma espécie, perturbações levarão ao declínio da população.

“Temos de manter os combustíveis fósseis no chão pelos humanos, pela vida selvagem, pelo planeta”- Bethany Cotton, WildEarth Guardians

No mundo selvagem muitos animais rapidamente ganham doenças na pele devidas à PAH – uma toxina associada a poços de petróleo. A PAH não é transmissível aos humanos porque o contágio é a nível cutâneo, nunca entrando no sangue do animal. Casos de contágio extremo podem causar cancro, como viver perto de locais contaminados pelas plataformas, oleodutos, gasodutos, descargas tóxicas, etc.

A água tóxica é um subproduto que vem com o petróleo e o gás que contêm toxinas ambientais como as polycyclic aromatic hydrocarbons (PAH). Em grandes concentrações, as contaminações são letais para a vida marinha. Em baixas concentrações causam defeitos de nascença, abortos e infertilidade.

O único urso branco em risco não é do Ártico. O raro Urso Branco conhecido pelos nativos como Spirit Bear vive na Great Bear Rainflorest na British Columbia, Canadá. Na primavera de 2005 a Enbrige revelou o seu plano de construir o Northern Gateway Project. Depois de se defender da indústria madeireira, o Spirit Bear agora enfrentava a indústria das Tar Sands


O trajeto proposto atravessa múltiplas comunidades First Nation, atravessa 785 rios e nascentes, e disseca a Great Bear Rainflorest.
 
  
“A maior ameaça para a vida selvagem vinda dos oleodutos são os derrames, e todos os oleodutos vão eventualmente ter derrames, porque nada dura para sempre”- Brett Hartl, Center for Biological Diversity

As fontes de energia não convencionais e a migração de aves!
Em 2014 foi reportada a aterragem de cerca de 500 patos em migração num tailing pond (lagos de lixo tóxico a céu aberto das operações de extração de areias betuminosas (tar sands)), segundo a WordlWatch.org só 3 patos sobreviveram. A Syncrude, proprietária da “infraestrutura”, estimou que afinal morreram mais de 1600 aves
Centenas de patos em decomposição deram à superfície ao longo das semanas seguintes. Os lagos tóxicos são uma mistura de barro, areia, hidrocarbonetos, metais pesados, sub produtos do processo de extração.

Portugal

Já foram realizados milhares de km de estudos sísmicos em terra e no mar em Portugal. O Impacto não se sabe qual é. As mega infraestruturas crescem a passos largos. O último exemplo é o troço de gasoduto da REN para mais uma ligação à rede europeia de gás natural. Uma pequena parte da gigante rede de gás mundial.

O projeto atravessa o distrito de Bragança, com início em Mangualde e a acabar em Zamora. Os concelhos ameaçados são Torre de Moncorvo, Mogadouro, Vimioso e Miranda do Douro. Uma alternativa seria Mangualde- Vilar Formoso, seguindo para Zamora em solo espanhol.

Em 201,6 em Portugal existiam 282 espécies na lista de espécies ameaçadas. Algumas são as mais badaladas Águia, Lobo, Lince, Abutre e Burro Mirandês, todas elas com muitas dificuldades em sobreviver em Portugal, apesar de toda a entrega pela sua conservação em locais como Trás-os Montes.

Apesar de o projeto ainda estar em fase de avaliação, sabe-se já que se o gasoduto passar em Trás-os-Montes, Portugal ganha capacidade de armazenamento, que é um dos objetivos da REN.”-  Ondelivrefm.net

Um local estudado em 2010 para uma infraestrutura de armazenamento subterrâneo de gás natural foi a Zona Oeste, zona da concentração de concessões em terra para gás natural, com um resultado final: Serra do Bouro, Caldas da Rainha.
Com exploração de gás ou petróleo em Portugal ou não, a industria petrolífera tem planos para grandes mega infraestruturas a nível mundial e nacional.

A natureza “verde” é a primeira a sofrer. O impacto nas vidas de animais não humanos, nós ignoramos (Especismo), e se o continuarmos a fazê-lo, vamos sofrer dos mesmos malefícios.

Ao se conhecer o impacto das fontes de energia “sustentável” e seu impacto nocivo na vida  selvagem, como as Barragens em Portugal, especialmente em Trás-os-Montes, local do último Rio selvagem em Portugal, o que virá para Nós e para os animais não humanos e natureza verde com a indústria petrolífera?



Não existem animais não humanos e humanos só em Portugal. Por (todos) Nós, não à indústria petrolífera! Nem Aqui! Nem em Lado nenhum!





 Fontes:

Spoil - Documentary on the Great Bear Rainforests under threat by DIRTY TARSANDS / OILSANDS



Estudos Impacto Ambiental :- Pedido da Quercus
No to DAPL- Dakotta Acess Pipeline and Animals
BP oil Spill – Morte de milhares de animais
Seismic Surveys/ Baleias e mamíferos marinhos- Baleias Surdas-Baleias Mortas
Syncrude/Sonoco- Inocentes na morte dos patos que aterraram nos seus lagos tóxicos
REN/Gasodutos- reforço ibérico da ligação de gás natural
ICNF-Animais em perigo de extinção Portugal
Fenix técnico de Lisboa – Estudo de cavidades salinas para armazenamento de gás natural
Gasnaturalnao - Blog sobre as concessões em Portugal

domingo, 5 de março de 2017

Cuecas Quentes X Hot Pants


Ginecologia com Plantas para quem quer tomar a sua saúde nas suas mãos. 

Cuecas Quentes é a versão portuguesa da públicação original "C'est Toujours Chaud Dans Les Culottes des Filles" de Isabel Gautlier.
A Fanzine foi então traduzida e actualizada em várias línguas e pode ser encontrada também com o nome: Hot Pants.

Hot Pants é um guia para conheceres melhor o teu corpo e poderes cuidar da tua saúde ginecológica.

Desde anatomia à auto-cura, usando ervas e massagens esta publicação está cheia de receitas e remédios fáceis de usar para vencer infecções fúngicas, doenças sexualmente transmissíveis, desequilíbrios hormonais, atrasos no período, etc ... Através de um conjunto de plantas medicinais e informação nutricional para nos "armarmos" contra práticas médicas abusivas e negligentes.

E adicionamos nós, contra um tipo de ciência que tortura animais para inventar sempre novas receitas farmacêuticas para os problemas do costume. Se as alternativas existem e se queremos realmente deixar de contribuir para a exploração e tortura de animais então é tempo de tomarmos a nossa vida e saúde nas nossas mãos.

Se achas que este guia podia ter mais informação, então é porque está na altura de contribuíres para o crescimento das HOT PANTS!


Descarrega aqui as tuas Cuecas Quentes em formato de Fanzine, que podes imprimir e oferecer às mulheres da tua vida.

Download Cuecas Quentes (PT): http://docdro.id/QAC8taM





Download Cuecas Quentes (PT): http://docdro.id/QAC8taM